CIDADÃO NEUTRO (Canções Despidas)
 

Toque de mãos...   toque de bocas... toque!

 

Se não é um é outro ... se não for mãos, serão dedos!

E neste labirinto de desejos, seremos eternos amantes...

 

Serão os amantes eternos iniciantes... serão os primeiros, eternos!

 

Não me acostumo com o fato de não ser  único...

Mas se eu o fosse, não teria passos que me dessem prazer

Seria apenas mais um... eu seria mais um, se fosse apenas eu!

Ao contrario do que se imagina, é preciso existir os outros para ser único!



Escrito por Letto às 11h01
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Não acredito em mais nada!

A não ser o naquilo que imaginava existir...

Há sempre uma brexa no meio do caminho

Que nos decepcionará de forma tão doce e fugaz

desejo não mais sentir o gosto amargo do beijo

antes que (me) engane novamente ...

apesar de agora ouvir musica que outros diriam ser triste

não é assim que me sinto... sinto me livre! Realmente livre!

O que fui incapaz de ser ou agir como se fosse...

É incrível como não acredito em destino ... e realmente não acredito...

Mas há certas coincidências urbanas que nos revelam cada coisa, que te deixaria torta!

é inevitável abrir portas, subir descer escadas, ouvir e sacar sorrisos sem querermos o toque as escuras... nem ao menos saber que elas existem...

não se decifra os atos de ninguém, nem de si mesmo... acredite! Pessoas são capazes de fazer movimentos imperceptíveis aos olhos...

porem elas não conseguem ficar quietas e intactas! Uma hora a pilha acaba e o relógio terá que ser manipulado manualmente...

 

 

                                   Letto



Escrito por Letto às 09h22
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Ate onde podemos ser influenciados pelo agradável?

 

Impor limites em si mesmo não é tão fácil quanto parece ser!  Justamente devido a uma força existente no intimo humano, a mesma força que nos faz passear  por ruas desconhecidas, não falo esses versos com sotaque presidencial ou intelectual...

 afirmo sim, com a vivencia das horas, dos dias, das semanas e do ligar e desligar do ventilador.

A todo momento, entramos e saímos num jogo, uma espécie de palavra cruzada, so que ao invés de letrinhas, vemos momentos, situações e desejos diversos,

Contrariando sensações e confundindo papeis de parede...

É por isso que os últimos tempos passaram mais rápido, é que na medida que nos deparamos com os novos dias... o próximo será um saco, e passara rápido, mesmo tendo exatamente 24 hrs, somos vitimas de uma anestesia cotidiana...

É nessas horas que paro e penso naqueles em que estão na terra e nem sabe que estão, por exemplo aqueles dominados por produtos inventados para alterar a mente...

Estão anestesiados?  Ou apenas tentaram? Ou cansaram?

Também seria pedir demais a humanidade inventar algo que fizesse um efeito defeituoso, que desperta se as mentes de um sono raso, porém centrado!

Já estive num universo paralelo, com ou sem ajuda de brinquedos, de vez em quando ate penso, talvez seria ate legal fumar um, beber ate deitar, cheirar  para quem sabe me tornar careta, mas afinal todos estamos cansados de saber que ser careta,

 é algo indecifrável...

Sei que sou capaz de ser ou não ser... Capaz de me ausentar, ou marcar presença,  de beijar mil meninos,  capaz de trair pequeninas doenças, ou atrair negativas casualidades, Que com o tempo deixaram de ser imaturas, e passaram a ser manifestações naturais  ou ate de me auto curar  e me arrepender depois...

Não acredito mais em segredos, se não fosse ou ouvidos dos outros eles não existiriam,

Não acredito mais em momentos, tudo precisa de uma continuidade...

Não acredito mais em sexo inconsciente... pois me trará filhos abusados!

E por falar em reproduzir...

Hoje sei... prefiro correr tais riscos!

 

 

Letto

 



Escrito por Letto às 23h12
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Escrito por Letto às 22h34
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Foto: Luana Larissa

 

 


Colecionando idades e meses vividos como se fossemos datas comemorativas...

Com o passar dos ponteiros... Somos os primeiros a descobrir sobre nos mesmos, ao contrario do que muitas vezes pensamos, não é com os outros que aprendemos...

Grande parte do conhecimento esta em como nos queremos e vivemos...

Baseado em fatos analíticos e aceitáveis ao nosso gosto, e ao nosso desprezo!

Bem que tento encontrar felicidade em terceiros... Mas hoje tenho certeza, que não será nenhum numero, palavra ou frase que serei pleno...

nem eu e nem muito menos você que caiu nesta pagina neutra, pois como já falei, você não aprendera nada por aqui... não vai depender de mim, e sim de você!

cabe a você decidir o que cabe... E O QUE É MERAMENTE DESCARTAVEL...

não estou falando de escolhas, estou falando de aniversários, de anos vividos, de sapatos envelhecidos! Os mesmos sapatos que carregam as impressões digitais de ruas, calçadas, corredores e quartos...

quartos que as vezes construímos em plena praça publica, em meio a multidão nos cercamos de 1,2,3,4 paredes sem pesos... paredes que atraem quadros, e vão se decorando com o tempo gastado...

formando assim um pequeno e refinado museu

em que as relíquias se baseiam em quadros vivos

que iram interferir e moldar as escolhas, respostas, e conquistas...

assim posso afirmar que a idade ela realmente existe, mas não da forma que estamos acostumados... deixe me citar um exemplo...

desde de que comecei a escrever este texto ate agora, creio que se passaram 30 minutos (baseando-se nos números) e de La para cá eu sinplismente  merecia apagar ou acender inúmeras velas ou ate mesmo receber centenas de mensagens no orkut dando-me os parabéns pelo meu aniversario... é claro que nos últimos 30 minutos posso não ter envelhecido, mas mudo! a todo tempo o corpo não se discuti, todos nos sabemos que tem varias células se jogando dos andares mais altos para dar espaço a outros pequenos moradores,

neste momento acho que envelheci mais que costumeiro, pois analizando meu texto, percebi meio que me desvirtuei do que vinha pensando no principio...

mas tudo bem não me julgo, é a idade... o tempo passa e vamos mudando né mesmo?!

Mas enquanto houver células suicidas cuidando de meu corpo... continuarei com meu quadros que passeiam bem vivos em minha mente!

 

Letto

 



Escrito por Letto às 17h00
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Fui a Salvador da Bahia!
 
Parece mesmo que entramos numa outra dimensão, (de certa forma entramos)
Com um simples ato de estar vendo tudo à primeira vista...
Parece que até temos outros olhos, outras mãos, outras roupas. Pois
tudo o que temos sente o que está em volta, como se fossémos manequins
itinerantes, e somos vestidos pela temperatura do momento, somos
vestidos pelos caras que querem vender coisas, pela arquitetura
cansada e bela...
Desejei entrar pelos becos desconhecidos, e observar os lugares por
onde os ratos passam, (por onde eu passaria normalmente)
com passos de turistas apenas conhecemos a fachada tratada como filho
pródigo...
Adorei ver o que a baiana não tem... adorei ser chamado de pilantra
por uma delas por simplesmente tirar uma foto sem lhe deixar algum
valor em dinheiro!  O foda de ser “o turista” é isso!  Você é tratado
como algo que carrega grana, e não como um simples brasileiro de olhos
virgens...
Salvador continuou desconhecido, claro! Creio que o lugar onde a
paisagem era mais clara era justamente dentro do elevador Lacerda,
apesar de ser uma caixa fechada, peguei 4 vezes essa nave, e ali sim
ouvi o sotaque, ouvi bêbados, mendigos, donas de casa, lá dentro fui
tratado normalmente, empilhado no meio de pessoas...
 
No final das contas, se paga 5 centavos para conhecer Salvador!

 

- Letto



Escrito por Letto às 22h33
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...Teatro-dança-música-dança-teatro-música...


Texto sobre o espetáculo "A Possibilidade de Fazer Sombra", do grupo Gaya Dança Contemporânea da UFRN, o qual é dirigido por Maurício Motta, que me convidou para direção musical do espetáculo!

Assumir vibrações e expressões com uma linguagem corporal aberta as mais diversas invasões de privacidades cotidianas...Visualmente estamos observando uma revista em quadrinhos viva, ali na cara com direito a personagens que se mexem...  não temos um assunto, temos temas, tremas, cenas... colados com o puro cuspe que cada ator (criador) carrega, deixando se escorrer como num grande beijo coletivo!
A dança seria apenas dança?  Ou seria mais um código que podemos usufruir da forma que bem entendermos?!
A dança, seja ela bem passada ou crua, hoje encaro como mais uma possibilidade de calar sombras, calar para ouvir! (Entende?) não se ouve falando!  Ta ai, um outro nome para este espetáculo: “A possibilidade de calar sombras” digo isso por estar ciente e a mercê das impressões que se pode causar com esse tipo de teatro-dança! Gosto desse tipo de cor, pois é assim que encaro a percepção também nos concertos que apresento por ai, porque não estamos dizendo o que somos, o que queremos, o que é certo ou errado!  Já tem muita propaganda de TV com essa proposta! Não vale a pena ser mais um!

...passar a língua na bela menina não é nada comparado a grande transa que é tirar som das imagens que vejo, o grande lance é que essas imagens eu posso tocar e até mesmo lamber (com muita honra e  prazer)  e improvisar assim como  fazem os deuses, inventando costumes que tanto nos apegamos e insistimos em abraçar e levar pra tudo quanto é buraco deste mundo.
A música tem seu papel e caneta, além de seus membros aquecidos... caminha com diferentes humores, cita cantores e rumores, canta de acordo com os passos da escada, e observa às vezes como um simples expectador doador de órgãos...

E apesar de estarmos sentados...     Quem disse que os músicos não dançam?

(silêncio)

Letto



Escrito por Letto às 21h14
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Escrito por Letto às 22h18
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Escrito por Letto às 23h16
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Nem me lembro da última vez que estive por aqui parado e vendo as
cores que vejo agora nas entranhas deste blog...
Por muito tempo também me perguntei o porquê não escrever...
Mas depois de tudo isso cheguei a seguinte conclusão:
Pra que se perguntar?! Por que afinal?
Talvez pela necessidade de por pra fora letra por letra o que seria
uma nova forma de encarar o agora...
Eu achava que estava sem assunto, mas isso é simplesmente IMPOSSÍVEL...
Mas, na verdade Não é o assunto que cria o assunto
Também não falarei o que é agora, quem Sabe outrora?!


Letto


Escrito por Letto às 23h09
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O grande lance é que quando se descobri algo poderoso...
as vezes falta a fome para guiar os passos!
Sendo assim o poder acaba no meio do caminho...

Simplesmente por ilusoriamente sentirmos a barriga cheia.



Escrito por Letto às 15h04
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Após o concerto “Fotografia das Falas” do dia 13 de fevereiro de 2009 em Nalva café, ouço as pessoas logo em seguida, e ai é aquele momento dos elogios. (como sempre acontece) e entre elas estava Henrique fontes... dias depois peço lhe

Para que me escreva algo relacionado ao concerto, sensações, criticas, sugestões

( sempre peço para ter esse contato, ter a declaração dias depois, sem a interferência da pos apresentação imediata, que é quando o publico esta envolvido num delírio coletivo e tendencioso)

 E o que li me fez sentir bem.. pelo simples fato de ser o que mais desejo em fazer com o meu trabalho, provocar reflexão!... então resolvi publicar, sei que meu ego adorou, mas também sei que o texto me proporcionou um tanque cheio de motivação, pois não é fácil viver de musica autoral, de arte autoral...  e quando nos deparamos com esse tipo de percepção, esse tipo de contato, nos sentimos mais vivos e ativos, afinal sem essa troca, tudo o que faço perde o sentido! E meu canto seria apenas um vácuo vagando pelo ar!

 

Agradeço a existência das antenas!

 

o texto:

 

Assistir ao concerto de Letto é como abrir portas para assuntos que há muito perdemos de vista e que são fundamentais para a nossa existência.

A ligação que ele tem com a música que faz e o quanto ele quer nos dizer e provocar sutilmente com canções de letras tão preciosas, me faz ter esperança na arte produzida no Rio Grande do Norte. Eis um artista sensível e batalhador. Ele produtor de si mesmo, fazedor dos próprios sonhos e contador de uma história que é a dele mas também e a história da humanidade. Se estivéssemos em uma época outra, quando a fé guiava mais as pessoas, diríamos que ele é um profeta. Hoje acho que podemos dizer que ele é um tradutor. Letto traduz em som e letras o desassossego do mundo.

 

Henrique Fontes



Escrito por Letto às 22h25
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"FOTOGRAFIA DAS FALAS"

 

Fotografia das falas é um relacionamento aberto,

um convite metafórico

E abstrato, um jogo sensitivo entre o canto e o agora,

Um dialogo em que a coincidência obvia na verdade não é a meta a ser registrada...

O que são as fotografias neste concerto?

 elas nada mais são do que imagens montadas, recortadas,

 coladas e descartadas segundos depois.

e digo mais, são as intimas relações que voam em vossas cabeças, convidando o pensamento homogêneo a uma orgia reflexiva sobre o mundo que nos rodeia...

Os caminhos aqui citados, com exceção da primeira e a ultima canção, serão meramente improvisos, intuição...

e a grande pretensão não é juntar a palavra nuvem com a imagem nuvem, isso acontecera apenas nos primeiros versos cantados, na primeira canção...

 depois disso , é sexo... buscas,  movimento... sons...poesia!

 tudo alimentado  pelo momento...

E é ai que me deixo levar pelas ações e reações que me são lançadas......

Ou que nos são permitidas...

nós, humanos pensantes e fotogênicos...

temos neste momento a oportunidade de revelar diferentes imagens sensitivas

mergulhados numa imensidão de possibilidades...

cabe a cada um de nós revelar a fotografia das falas.

 

Letto



Escrito por Letto às 23h23
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Bocas

 

Agora os pedaços que faltam

São o que mais me completam

E na verdade so estamos inteiros

Quando falta algo,

 

assim terei tomadas pra apertar

para acender ou  apagar as vontades de ir ou ficar

 

e mesmo que as escolhas nos levem pra caminhos diferentes

percebo que os tempos são como dentes.

 

 

Letto

 



Escrito por Letto às 16h37
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Às vezes as más intenções na verdade são necessárias para uma coincidência bem intencionada


...Letto...



Escrito por Letto às 20h44
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