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Fui a Salvador da Bahia! Parece mesmo que entramos numa outra dimensão, (de certa forma entramos) Com um simples ato de estar vendo tudo à primeira vista... Parece que até temos outros olhos, outras mãos, outras roupas. Pois tudo o que temos sente o que está em volta, como se fossémos manequins itinerantes, e somos vestidos pela temperatura do momento, somos vestidos pelos caras que querem vender coisas, pela arquitetura cansada e bela... Desejei entrar pelos becos desconhecidos, e observar os lugares por onde os ratos passam, (por onde eu passaria normalmente) com passos de turistas apenas conhecemos a fachada tratada como filho pródigo... Adorei ver o que a baiana não tem... adorei ser chamado de pilantra por uma delas por simplesmente tirar uma foto sem lhe deixar algum valor em dinheiro! O foda de ser “o turista” é isso! Você é tratado como algo que carrega grana, e não como um simples brasileiro de olhos virgens... Salvador continuou desconhecido, claro! Creio que o lugar onde a paisagem era mais clara era justamente dentro do elevador Lacerda, apesar de ser uma caixa fechada, peguei 4 vezes essa nave, e ali sim ouvi o sotaque, ouvi bêbados, mendigos, donas de casa, lá dentro fui tratado normalmente, empilhado no meio de pessoas... No final das contas, se paga 5 centavos para conhecer Salvador! - Letto
Escrito por Letto às 22h33
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...Teatro-dança-música-dança-teatro-música... 
Texto sobre o espetáculo "A Possibilidade de Fazer Sombra", do grupo Gaya Dança Contemporânea da UFRN, o qual é dirigido por Maurício Motta, que me convidou para direção musical do espetáculo! Assumir vibrações e expressões com uma linguagem corporal aberta as mais diversas invasões de privacidades cotidianas...Visualmente estamos observando uma revista em quadrinhos viva, ali na cara com direito a personagens que se mexem... não temos um assunto, temos temas, tremas, cenas... colados com o puro cuspe que cada ator (criador) carrega, deixando se escorrer como num grande beijo coletivo! A dança seria apenas dança? Ou seria mais um código que podemos usufruir da forma que bem entendermos?! A dança, seja ela bem passada ou crua, hoje encaro como mais uma possibilidade de calar sombras, calar para ouvir! (Entende?) não se ouve falando! Ta ai, um outro nome para este espetáculo: “A possibilidade de calar sombras” digo isso por estar ciente e a mercê das impressões que se pode causar com esse tipo de teatro-dança! Gosto desse tipo de cor, pois é assim que encaro a percepção também nos concertos que apresento por ai, porque não estamos dizendo o que somos, o que queremos, o que é certo ou errado! Já tem muita propaganda de TV com essa proposta! Não vale a pena ser mais um! ...passar a língua na bela menina não é nada comparado a grande transa que é tirar som das imagens que vejo, o grande lance é que essas imagens eu posso tocar e até mesmo lamber (com muita honra e prazer) e improvisar assim como fazem os deuses, inventando costumes que tanto nos apegamos e insistimos em abraçar e levar pra tudo quanto é buraco deste mundo. A música tem seu papel e caneta, além de seus membros aquecidos... caminha com diferentes humores, cita cantores e rumores, canta de acordo com os passos da escada, e observa às vezes como um simples expectador doador de órgãos...
E apesar de estarmos sentados... Quem disse que os músicos não dançam? (silêncio) Letto
Escrito por Letto às 21h14
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Escrito por Letto às 22h18
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Escrito por Letto às 23h16
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Nem me lembro da última vez que estive por aqui parado e vendo as cores que vejo agora nas entranhas deste blog... Por muito tempo também me perguntei o porquê não escrever... Mas depois de tudo isso cheguei a seguinte conclusão: Pra que se perguntar?! Por que afinal? Talvez pela necessidade de por pra fora letra por letra o que seria uma nova forma de encarar o agora... Eu achava que estava sem assunto, mas isso é simplesmente IMPOSSÍVEL... Mas, na verdade Não é o assunto que cria o assunto Também não falarei o que é agora, quem Sabe outrora?!
Letto
Escrito por Letto às 23h09
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