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É na estrada em que nossos passos caminham no plural!
E sentimos o vento na face,
Como um lenço pousado, um pássaro.
Pausado. É possível ver os corpos, a cor,
O vermelho... parados
Calados... Atropelados...
E ao lado, os lagos, intocáveis e secos, de tão isolados...
Dá vontade de entrar, de mergulhar em todos.
Só para sentir-se renovado.
(vendo o vôo de um peixe)
Que se aventura correndo o risco de ser
Pego por pequenos pássaros,
Mas ele sabe que vale a pena,
Olhar do outro lado!
Assim como o pássaro sobrevive dos
Aventureiros descuidados...
A estrada só existe para servir de seta
Indicando o desconhecido esperado...
A existência de um novo ano
Só serve para catalogar nossos erros,
Abraçarmos desconhecidos, fazer comparações,
e olhar pro alto... em seguida seguirmos
Renovados com a glória dos calendários
Mapeados pelos senhores do tempo
E batizados com as frases enfeitadas e empurradas
por um automatismo banhado de estrelas que morrem ao explodir.
Letto
Escrito por Letto às 10h54
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