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Hoje ainda é um dia daqueles que você sai de casa e sente algo que irá sobrar...
Dia de roubar! E de ser esfaqueado pelos sentimentos mais puros...
Como numa comemoração de criança, nela não sabemos quem é dono
Da festa, apenas imaginamos estar por ali, em meio aos doces enfeitados...
Chutando o palhaço disfarçado de gente!
E esse mesmo palhaço que acha o patrão! Um saco!
Saco é o que às vezes nos tornamos, para receber pancadas alheias!
Para às vezes despertar de um vulgar status conformista, BUMMM! De repente você sente tudo explodir pelos miolos, pelas bocas e narizes descongestionados...
Congestionado sinto-me “eu” neste momento... Sendo triturado pelos olhares circulares
Que me banham com um ódio quase que contemplativo...
Melhor mesmo é não se entregar a procissão...
Mas sei que às vezes jogamos pedra no lago, para vê-la sucumbir numa tentativa de passos mais largos....
Hoje meu prêmio foi o descaso calculado a dedo... me senti pequeno diante
das asneiras que pude perceber ...
Mas antes de mais nada, preciso sacar que hoje já passou, que amanha ta quase por vir
e estarei mais pesado por fora, pois a muralha que me envolvi aumenta, e não há maresia que engula...
não há garganta que suporte a hipocrisia que precisamos engolir...
Sim, porque às vezes nos empurram goela abaixo!
Não desce fácil como sushi!!!!
Mas de vez em quando está tão perto, cada vez mais! (pausa) Dentro!
E é pra isso que serve o amanhã,
Para servir de guia para o agora, esquecendo dos idiotas que soltam indiretas para
justificar suas inseguranças!
Assim os dias passam e tenho total convicção de que não terei as 40 virgens a minha espera, prefiro a realidade das prostitutas!
Para que eu possa amamentar-se em seios fartos de humanidade!
É para isso que o amanha serve:
Para que a pedra possa saltar sobre a água cada vez mais!
Letto
Escrito por Letto às 19h15
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