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Foto: Luana Larissa
Colecionando idades e meses vividos como se fossemos datas comemorativas... Com o passar dos ponteiros... Somos os primeiros a descobrir sobre nos mesmos, ao contrario do que muitas vezes pensamos, não é com os outros que aprendemos... Grande parte do conhecimento esta em como nos queremos e vivemos... Baseado em fatos analíticos e aceitáveis ao nosso gosto, e ao nosso desprezo! Bem que tento encontrar felicidade em terceiros... Mas hoje tenho certeza, que não será nenhum numero, palavra ou frase que serei pleno... nem eu e nem muito menos você que caiu nesta pagina neutra, pois como já falei, você não aprendera nada por aqui... não vai depender de mim, e sim de você! cabe a você decidir o que cabe... E O QUE É MERAMENTE DESCARTAVEL... não estou falando de escolhas, estou falando de aniversários, de anos vividos, de sapatos envelhecidos! Os mesmos sapatos que carregam as impressões digitais de ruas, calçadas, corredores e quartos... quartos que as vezes construímos em plena praça publica, em meio a multidão nos cercamos de 1,2,3,4 paredes sem pesos... paredes que atraem quadros, e vão se decorando com o tempo gastado... formando assim um pequeno e refinado museu em que as relíquias se baseiam em quadros vivos que iram interferir e moldar as escolhas, respostas, e conquistas... assim posso afirmar que a idade ela realmente existe, mas não da forma que estamos acostumados... deixe me citar um exemplo... desde de que comecei a escrever este texto ate agora, creio que se passaram 30 minutos (baseando-se nos números) e de La para cá eu sinplismente merecia apagar ou acender inúmeras velas ou ate mesmo receber centenas de mensagens no orkut dando-me os parabéns pelo meu aniversario... é claro que nos últimos 30 minutos posso não ter envelhecido, mas mudo! a todo tempo o corpo não se discuti, todos nos sabemos que tem varias células se jogando dos andares mais altos para dar espaço a outros pequenos moradores, neste momento acho que envelheci mais que costumeiro, pois analizando meu texto, percebi meio que me desvirtuei do que vinha pensando no principio... mas tudo bem não me julgo, é a idade... o tempo passa e vamos mudando né mesmo?! Mas enquanto houver células suicidas cuidando de meu corpo... continuarei com meu quadros que passeiam bem vivos em minha mente! Letto
Escrito por Letto às 17h00
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Fui a Salvador da Bahia! Parece mesmo que entramos numa outra dimensão, (de certa forma entramos) Com um simples ato de estar vendo tudo à primeira vista... Parece que até temos outros olhos, outras mãos, outras roupas. Pois tudo o que temos sente o que está em volta, como se fossémos manequins itinerantes, e somos vestidos pela temperatura do momento, somos vestidos pelos caras que querem vender coisas, pela arquitetura cansada e bela... Desejei entrar pelos becos desconhecidos, e observar os lugares por onde os ratos passam, (por onde eu passaria normalmente) com passos de turistas apenas conhecemos a fachada tratada como filho pródigo... Adorei ver o que a baiana não tem... adorei ser chamado de pilantra por uma delas por simplesmente tirar uma foto sem lhe deixar algum valor em dinheiro! O foda de ser “o turista” é isso! Você é tratado como algo que carrega grana, e não como um simples brasileiro de olhos virgens... Salvador continuou desconhecido, claro! Creio que o lugar onde a paisagem era mais clara era justamente dentro do elevador Lacerda, apesar de ser uma caixa fechada, peguei 4 vezes essa nave, e ali sim ouvi o sotaque, ouvi bêbados, mendigos, donas de casa, lá dentro fui tratado normalmente, empilhado no meio de pessoas... No final das contas, se paga 5 centavos para conhecer Salvador! - Letto
Escrito por Letto às 22h33
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...Teatro-dança-música-dança-teatro-música... 
Texto sobre o espetáculo "A Possibilidade de Fazer Sombra", do grupo Gaya Dança Contemporânea da UFRN, o qual é dirigido por Maurício Motta, que me convidou para direção musical do espetáculo! Assumir vibrações e expressões com uma linguagem corporal aberta as mais diversas invasões de privacidades cotidianas...Visualmente estamos observando uma revista em quadrinhos viva, ali na cara com direito a personagens que se mexem... não temos um assunto, temos temas, tremas, cenas... colados com o puro cuspe que cada ator (criador) carrega, deixando se escorrer como num grande beijo coletivo! A dança seria apenas dança? Ou seria mais um código que podemos usufruir da forma que bem entendermos?! A dança, seja ela bem passada ou crua, hoje encaro como mais uma possibilidade de calar sombras, calar para ouvir! (Entende?) não se ouve falando! Ta ai, um outro nome para este espetáculo: “A possibilidade de calar sombras” digo isso por estar ciente e a mercê das impressões que se pode causar com esse tipo de teatro-dança! Gosto desse tipo de cor, pois é assim que encaro a percepção também nos concertos que apresento por ai, porque não estamos dizendo o que somos, o que queremos, o que é certo ou errado! Já tem muita propaganda de TV com essa proposta! Não vale a pena ser mais um! ...passar a língua na bela menina não é nada comparado a grande transa que é tirar som das imagens que vejo, o grande lance é que essas imagens eu posso tocar e até mesmo lamber (com muita honra e prazer) e improvisar assim como fazem os deuses, inventando costumes que tanto nos apegamos e insistimos em abraçar e levar pra tudo quanto é buraco deste mundo. A música tem seu papel e caneta, além de seus membros aquecidos... caminha com diferentes humores, cita cantores e rumores, canta de acordo com os passos da escada, e observa às vezes como um simples expectador doador de órgãos...
E apesar de estarmos sentados... Quem disse que os músicos não dançam? (silêncio) Letto
Escrito por Letto às 21h14
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Escrito por Letto às 22h18
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Escrito por Letto às 23h16
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Nem me lembro da última vez que estive por aqui parado e vendo as cores que vejo agora nas entranhas deste blog... Por muito tempo também me perguntei o porquê não escrever... Mas depois de tudo isso cheguei a seguinte conclusão: Pra que se perguntar?! Por que afinal? Talvez pela necessidade de por pra fora letra por letra o que seria uma nova forma de encarar o agora... Eu achava que estava sem assunto, mas isso é simplesmente IMPOSSÍVEL... Mas, na verdade Não é o assunto que cria o assunto Também não falarei o que é agora, quem Sabe outrora?!
Letto
Escrito por Letto às 23h09
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O grande lance é que quando se descobri algo poderoso... as vezes falta a fome para guiar os passos! Sendo assim o poder acaba no meio do caminho... Simplesmente por ilusoriamente sentirmos a barriga cheia.
Escrito por Letto às 15h04
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Após o concerto “Fotografia das Falas” do dia 13 de fevereiro de 2009 em Nalva café, ouço as pessoas logo em seguida, e ai é aquele momento dos elogios. (como sempre acontece) e entre elas estava Henrique fontes... dias depois peço lhe Para que me escreva algo relacionado ao concerto, sensações, criticas, sugestões ( sempre peço para ter esse contato, ter a declaração dias depois, sem a interferência da pos apresentação imediata, que é quando o publico esta envolvido num delírio coletivo e tendencioso) E o que li me fez sentir bem.. pelo simples fato de ser o que mais desejo em fazer com o meu trabalho, provocar reflexão!... então resolvi publicar, sei que meu ego adorou, mas também sei que o texto me proporcionou um tanque cheio de motivação, pois não é fácil viver de musica autoral, de arte autoral... e quando nos deparamos com esse tipo de percepção, esse tipo de contato, nos sentimos mais vivos e ativos, afinal sem essa troca, tudo o que faço perde o sentido! E meu canto seria apenas um vácuo vagando pelo ar! Agradeço a existência das antenas! o texto: Assistir ao concerto de Letto é como abrir portas para assuntos que há muito perdemos de vista e que são fundamentais para a nossa existência. A ligação que ele tem com a música que faz e o quanto ele quer nos dizer e provocar sutilmente com canções de letras tão preciosas, me faz ter esperança na arte produzida no Rio Grande do Norte. Eis um artista sensível e batalhador. Ele produtor de si mesmo, fazedor dos próprios sonhos e contador de uma história que é a dele mas também e a história da humanidade. Se estivéssemos em uma época outra, quando a fé guiava mais as pessoas, diríamos que ele é um profeta. Hoje acho que podemos dizer que ele é um tradutor. Letto traduz em som e letras o desassossego do mundo. Henrique Fontes
Escrito por Letto às 22h25
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"FOTOGRAFIA DAS FALAS" Fotografia das falas é um relacionamento aberto, um convite metafórico E abstrato, um jogo sensitivo entre o canto e o agora, Um dialogo em que a coincidência obvia na verdade não é a meta a ser registrada... O que são as fotografias neste concerto? elas nada mais são do que imagens montadas, recortadas, coladas e descartadas segundos depois. e digo mais, são as intimas relações que voam em vossas cabeças, convidando o pensamento homogêneo a uma orgia reflexiva sobre o mundo que nos rodeia... Os caminhos aqui citados, com exceção da primeira e a ultima canção, serão meramente improvisos, intuição... e a grande pretensão não é juntar a palavra nuvem com a imagem nuvem, isso acontecera apenas nos primeiros versos cantados, na primeira canção... depois disso , é sexo... buscas, movimento... sons...poesia! tudo alimentado pelo momento... E é ai que me deixo levar pelas ações e reações que me são lançadas...... Ou que nos são permitidas... nós, humanos pensantes e fotogênicos... temos neste momento a oportunidade de revelar diferentes imagens sensitivas mergulhados numa imensidão de possibilidades... cabe a cada um de nós revelar a fotografia das falas. Letto
Escrito por Letto às 23h23
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Bocas Agora os pedaços que faltam São o que mais me completam E na verdade so estamos inteiros Quando falta algo, assim terei tomadas pra apertar para acender ou apagar as vontades de ir ou ficar e mesmo que as escolhas nos levem pra caminhos diferentes percebo que os tempos são como dentes. Letto
Escrito por Letto às 16h37
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Às vezes as más intenções na verdade são necessárias para uma coincidência bem intencionada
...Letto...
Escrito por Letto às 20h44
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É na estrada em que nossos passos caminham no plural!
E sentimos o vento na face,
Como um lenço pousado, um pássaro.
Pausado. É possível ver os corpos, a cor,
O vermelho... parados
Calados... Atropelados...
E ao lado, os lagos, intocáveis e secos, de tão isolados...
Dá vontade de entrar, de mergulhar em todos.
Só para sentir-se renovado.
(vendo o vôo de um peixe)
Que se aventura correndo o risco de ser
Pego por pequenos pássaros,
Mas ele sabe que vale a pena,
Olhar do outro lado!
Assim como o pássaro sobrevive dos
Aventureiros descuidados...
A estrada só existe para servir de seta
Indicando o desconhecido esperado...
A existência de um novo ano
Só serve para catalogar nossos erros,
Abraçarmos desconhecidos, fazer comparações,
e olhar pro alto... em seguida seguirmos
Renovados com a glória dos calendários
Mapeados pelos senhores do tempo
E batizados com as frases enfeitadas e empurradas
por um automatismo banhado de estrelas que morrem ao explodir.
Letto
Escrito por Letto às 10h54
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Hoje ainda é um dia daqueles que você sai de casa e sente algo que irá sobrar...
Dia de roubar! E de ser esfaqueado pelos sentimentos mais puros...
Como numa comemoração de criança, nela não sabemos quem é dono
Da festa, apenas imaginamos estar por ali, em meio aos doces enfeitados...
Chutando o palhaço disfarçado de gente!
E esse mesmo palhaço que acha o patrão! Um saco!
Saco é o que às vezes nos tornamos, para receber pancadas alheias!
Para às vezes despertar de um vulgar status conformista, BUMMM! De repente você sente tudo explodir pelos miolos, pelas bocas e narizes descongestionados...
Congestionado sinto-me “eu” neste momento... Sendo triturado pelos olhares circulares
Que me banham com um ódio quase que contemplativo...
Melhor mesmo é não se entregar a procissão...
Mas sei que às vezes jogamos pedra no lago, para vê-la sucumbir numa tentativa de passos mais largos....
Hoje meu prêmio foi o descaso calculado a dedo... me senti pequeno diante
das asneiras que pude perceber ...
Mas antes de mais nada, preciso sacar que hoje já passou, que amanha ta quase por vir
e estarei mais pesado por fora, pois a muralha que me envolvi aumenta, e não há maresia que engula...
não há garganta que suporte a hipocrisia que precisamos engolir...
Sim, porque às vezes nos empurram goela abaixo!
Não desce fácil como sushi!!!!
Mas de vez em quando está tão perto, cada vez mais! (pausa) Dentro!
E é pra isso que serve o amanhã,
Para servir de guia para o agora, esquecendo dos idiotas que soltam indiretas para
justificar suas inseguranças!
Assim os dias passam e tenho total convicção de que não terei as 40 virgens a minha espera, prefiro a realidade das prostitutas!
Para que eu possa amamentar-se em seios fartos de humanidade!
É para isso que o amanha serve:
Para que a pedra possa saltar sobre a água cada vez mais!
Letto
Escrito por Letto às 19h15
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O passado invade o presente regurgitando o futuro
Como se o que passou troca se de lugar com aquilo que ainda vamos ter...
É um simples jogo de perguntas e facetas.
as vezes vemos, outras vezes vistos!
Perpassando por sentimentos fabricados em preto e branco..
Como numa foto 3x4 mostramo-nos apertados e concentrados
Naquilo que não se passa de rascunho, na mesa ao lado!
É o presente regurgitando o passado invadindo o futuro...
E celebrando os imperfeitos ensaios.
Letto
Escrito por Letto às 14h36
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quero que saibas que imaginei existir alguém que percebe se
Aquilo o que eu não sou quando estou exposto!
Por isso me entreguei... E experimentei o sal das faces,
Não necessariamente meus!
Não necessariamente rindo... é que esta a grande verdade cruel
Da realidade. Pouco inporta o que sentimos, o que vale mesmo é
Um suave conformismo grupal! sendo assim, vendo assim estamos ilesos e preparados para mais uma copa! ia...
Estamos prontos para comer novas frutas...
E banguelos para mastigar corações!
Assim que o sofá se retira...
procuro os bancos que são diretos E coesos como o asfalto recém
nascidos de um ventre puro, e pagos com o sangue das crenças!
Logo terei rodas em vez de pernas, para deslizar como se fosse maquina, como se quisesse alçar vôo, mas no momento em que tenho asas, não vejo vento, não tenho o consenso com minhas idéias! Que me norteiam pelos canais de TV, jogando meus olhares por entre os portais da distração, fazendo me esquecer que ainda estou aqui...
sentado e apodrecendo.
Enquanto os moveis rejuvenescem a cada estação!
...Letto...
Escrito por Letto às 17h15
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