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O grande lance é que quando se descobri algo poderoso... as vezes falta a fome para guiar os passos! Sendo assim o poder acaba no meio do caminho... Simplesmente por ilusoriamente sentirmos a barriga cheia.
Escrito por Letto às 15h04
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Retrovisor Eu procurei, imaginei, e ate alcancei Os andares mais altos enquanto no chão você voava e como uma dança de opostos nossos olhares se perdiam em diferentes ângulos em diferentes lábios e agora, o nosso encontro se resume a pequenos prazeres movidos por um radinho de pilha em que as vozes cedo ou tarde se calam. Letto
Escrito por Letto às 12h39
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FOTO: Fabio Pinheiro Após o concerto “Fotografia das Falas” do dia 13 de fevereiro de 2009 em Nalva café, ouço as pessoas logo em seguida, e ai é aquele momento dos elogios. (como sempre acontece) e entre elas estava Henrique fontes... dias depois peço lhe Para que me escreva algo relacionado ao concerto, sensações, criticas, sugestões ( sempre peço para ter esse contato, ter a declaração dias depois, sem a interferência da pos apresentação imediata, que é quando o publico esta envolvido num delírio coletivo e tendencioso) E o que li me fez sentir bem.. pelo simples fato de ser o que mais desejo em fazer com o meu trabalho, provocar reflexão!... então resolvi publicar, sei que meu ego adorou, mas também sei que o texto me proporcionou um tanque cheio de motivação, pois não é fácil viver de musica autoral, de arte autoral... e quando nos deparamos com esse tipo de percepção, esse tipo de contato, nos sentimos mais vivos e ativos, afinal sem essa troca, tudo o que faço perde o sentido! E meu canto seria apenas um vácuo vagando pelo ar! Agradeço a existência das antenas! o texto: Assistir ao concerto de Letto é como abrir portas para assuntos que há muito perdemos de vista e que são fundamentais para a nossa existência. A ligação que ele tem com a música que faz e o quanto ele quer nos dizer e provocar sutilmente com canções de letras tão preciosas, me faz ter esperança na arte produzida no Rio Grande do Norte. Eis um artista sensível e batalhador. Ele produtor de si mesmo, fazedor dos próprios sonhos e contador de uma história que é a dele mas também e a história da humanidade. Se estivéssemos em uma época outra, quando a fé guiava mais as pessoas, diríamos que ele é um profeta. Hoje acho que podemos dizer que ele é um tradutor. Letto traduz em som e letras o desassossego do mundo. Henrique Fontes
Escrito por Letto às 22h25
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"FOTOGRAFIA DAS FALAS" Fotografia das falas é um relacionamento aberto, um convite metafórico E abstrato, um jogo sensitivo entre o canto e o agora, Um dialogo em que a coincidência obvia na verdade não é a meta a ser registrada... O que são as fotografias neste concerto? elas nada mais são do que imagens montadas, recortadas, coladas e descartadas segundos depois. e digo mais, são as intimas relações que voam em vossas cabeças, convidando o pensamento homogêneo a uma orgia reflexiva sobre o mundo que nos rodeia... Os caminhos aqui citados, com exceção da primeira e a ultima canção, serão meramente improvisos, intuição... e a grande pretensão não é juntar a palavra nuvem com a imagem nuvem, isso acontecera apenas nos primeiros versos cantados, na primeira canção... depois disso , é sexo... buscas, movimento... sons...poesia! tudo alimentado pelo momento... E é ai que me deixo levar pelas ações e reações que me são lançadas...... Ou que nos são permitidas... nós, humanos pensantes e fotogênicos... temos neste momento a oportunidade de revelar diferentes imagens sensitivas mergulhados numa imensidão de possibilidades... cabe a cada um de nós revelar a fotografia das falas. Letto
Escrito por Letto às 23h23
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Bocas Agora os pedaços que faltam São o que mais me completam E na verdade so estamos inteiros Quando falta algo, assim terei tomadas pra apertar para acender ou apagar as vontades de ir ou ficar e mesmo que as escolhas nos levem pra caminhos diferentes percebo que os tempos são como dentes. Letto
Escrito por Letto às 16h37
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Às vezes as más intenções na verdade são necessárias para uma coincidência bem intencionada
...Letto...
Escrito por Letto às 20h44
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É na estrada em que nossos passos caminham no plural!
E sentimos o vento na face,
Como um lenço pousado, um pássaro.
Pausado. É possível ver os corpos, a cor,
O vermelho... parados
Calados... Atropelados...
E ao lado, os lagos, intocáveis e secos, de tão isolados...
Dá vontade de entrar, de mergulhar em todos.
Só para sentir-se renovado.
(vendo o vôo de um peixe)
Que se aventura correndo o risco de ser
Pego por pequenos pássaros,
Mas ele sabe que vale a pena,
Olhar do outro lado!
Assim como o pássaro sobrevive dos
Aventureiros descuidados...
A estrada só existe para servir de seta
Indicando o desconhecido esperado...
A existência de um novo ano
Só serve para catalogar nossos erros,
Abraçarmos desconhecidos, fazer comparações,
e olhar pro alto... em seguida seguirmos
Renovados com a glória dos calendários
Mapeados pelos senhores do tempo
E batizados com as frases enfeitadas e empurradas
por um automatismo banhado de estrelas que morrem ao explodir.
Letto
Escrito por Letto às 10h54
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Hoje ainda é um dia daqueles que você sai de casa e sente algo que irá sobrar...
Dia de roubar! E de ser esfaqueado pelos sentimentos mais puros...
Como numa comemoração de criança, nela não sabemos quem é dono
Da festa, apenas imaginamos estar por ali, em meio aos doces enfeitados...
Chutando o palhaço disfarçado de gente!
E esse mesmo palhaço que acha o patrão! Um saco!
Saco é o que às vezes nos tornamos, para receber pancadas alheias!
Para às vezes despertar de um vulgar status conformista, BUMMM! De repente você sente tudo explodir pelos miolos, pelas bocas e narizes descongestionados...
Congestionado sinto-me “eu” neste momento... Sendo triturado pelos olhares circulares
Que me banham com um ódio quase que contemplativo...
Melhor mesmo é não se entregar a procissão...
Mas sei que às vezes jogamos pedra no lago, para vê-la sucumbir numa tentativa de passos mais largos....
Hoje meu prêmio foi o descaso calculado a dedo... me senti pequeno diante
das asneiras que pude perceber ...
Mas antes de mais nada, preciso sacar que hoje já passou, que amanha ta quase por vir
e estarei mais pesado por fora, pois a muralha que me envolvi aumenta, e não há maresia que engula...
não há garganta que suporte a hipocrisia que precisamos engolir...
Sim, porque às vezes nos empurram goela abaixo!
Não desce fácil como sushi!!!!
Mas de vez em quando está tão perto, cada vez mais! (pausa) Dentro!
E é pra isso que serve o amanhã,
Para servir de guia para o agora, esquecendo dos idiotas que soltam indiretas para
justificar suas inseguranças!
Assim os dias passam e tenho total convicção de que não terei as 40 virgens a minha espera, prefiro a realidade das prostitutas!
Para que eu possa amamentar-se em seios fartos de humanidade!
É para isso que o amanha serve:
Para que a pedra possa saltar sobre a água cada vez mais!
Letto
Escrito por Letto às 19h15
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O passado invade o presente regurgitando o futuro
Como se o que passou troca se de lugar com aquilo que ainda vamos ter...
É um simples jogo de perguntas e facetas.
as vezes vemos, outras vezes vistos!
Perpassando por sentimentos fabricados em preto e branco..
Como numa foto 3x4 mostramo-nos apertados e concentrados
Naquilo que não se passa de rascunho, na mesa ao lado!
É o presente regurgitando o passado invadindo o futuro...
E celebrando os imperfeitos ensaios.
Letto
Escrito por Letto às 14h36
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quero que saibas que imaginei existir alguém que percebe se
Aquilo o que eu não sou quando estou exposto!
Por isso me entreguei... E experimentei o sal das faces,
Não necessariamente meus!
Não necessariamente rindo... é que esta a grande verdade cruel
Da realidade. Pouco inporta o que sentimos, o que vale mesmo é
Um suave conformismo grupal! sendo assim, vendo assim estamos ilesos e preparados para mais uma copa! ia...
Estamos prontos para comer novas frutas...
E banguelos para mastigar corações!
Assim que o sofá se retira...
procuro os bancos que são diretos E coesos como o asfalto recém
nascidos de um ventre puro, e pagos com o sangue das crenças!
Logo terei rodas em vez de pernas, para deslizar como se fosse maquina, como se quisesse alçar vôo, mas no momento em que tenho asas, não vejo vento, não tenho o consenso com minhas idéias! Que me norteiam pelos canais de TV, jogando meus olhares por entre os portais da distração, fazendo me esquecer que ainda estou aqui...
sentado e apodrecendo.
Enquanto os moveis rejuvenescem a cada estação!
...Letto...
Escrito por Letto às 17h15
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Em minha mente guardo as margens dos mares desabitados, E neles permito-me mergulhar como quem precisa de um sopro, uma sombra, Para continuar meu caminho sobre as pedras que flutuam nas areias...
...Letto...
Foto: Fábio Pinheiro
Escrito por Letto às 18h44
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Candidatos por todos os lados, como postes de rua...
Escolha o seu e leve pra casa a vitória estampado na cara...
É fácil ver as carreatas, e se olhar com um pouco mais de atenção,
da pra ver as bebidas escondidas nos carros...
se prestar mais atenção ainda.. Da pra ouvir os dotes de cantores em serenata publica, Declamando sua anarquia temporária, com seus carros ligeiramente ecológicos, e suas vozes repentinamente respeitadas... Empurradas goela abaixo pela busca de tronos!
São como astros das ruas, cada um com o seu espaço, cada um com sua historia, escorregando pelo tempo sem mudanças, o que muda são as pinturas rupestres nas paredes, como verdadeiras obras de artes, são intocáveis, valorosas, longe de ser pichação...
Caminhadas e mãos sobram por aqui, como dia de sopa... de pelada, de velório! Esta aberta o festival de cantores. pare pra escutar e escolha o seu, afinal é tudo tão banal... que se somassem todos os números defendidos.... encontraríamos um denominador comum entre a política e a arte!
...Letto...
Escrito por Letto às 21h19
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Escrito por Letto às 13h39
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Desta chuva caem muito mais que gotas... Caem palavras
Caem barulhinhos e pedaços de ar...
E dentro delas astronautas navegam... Descobrindo um novo universo... Reconhecendo seus quintais com seus varais lotados
De roupas virgens... Cada chuva é como um recital livre de poetas anônimos, que ecoam nos becos das casas em queda d’agua...
Cada agua é como um espelho que reflete ondas e revelam as faces dentro dos baldes que a dona de casa conprou na feira,
Pra lavar as encardidas roupas de seus mestiços filhos e filhas
e ao final do dia, encontram seus guarda chuvas intactos,
Por não perceberem o mar que cai sobre seus desertos.
...Letto...
Escrito por Letto às 15h22
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Relendo cartas... Revivendo laços, revirando passos.
Acostumo-me com a idéia de folhas secas, sem pele...
Sem lápis... Escrever pressionando os dedos se tornou bem mas pratico e preciso! (preciso?!)
Esqueçamos as folhas! Mas nunca o que escrevemos!
Relendo cartas percebo que ao contrario do que muitos dizem, não somos inconseqüentes, somos presentes...
E obedientes aos sentimentos cortiços...
Os que diziam que amavam em suas mensagens, diziam a verdade e continuam a sentir tal feito... o que mudou é um querer, uma frase inacabada que deixou entreaberta as portas do que seria uma fusão perfeita...
Qualquer brexa é o bastante pra um batalhão de soldados escaparem, e iniciarem a busca por novas medalhas...
Mas isso não significa que são parasitas! São apenas soldados colados na parede...
Iguais as fotografias rejuvenescidas das casas antigas...
Se não fossem as cartas
Não existiriam seus donos... Nem a si mesmos!
Não haveria os desencontros que os levaram ao gozo!
...Letto...
Escrito por Letto às 18h17
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